Resenha Literária: Lolita ♡♡♡♡♡

by - segunda-feira, março 02, 2015


Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: A ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu-da-boca abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã, um metro e trinta e dois a espichar dos soquetes; era Lo, apenas Lo. De calças práticas, era Lola. Na escola, era Dolly. Era Dolores na linha pontilhada onde assinava o nome.
Mas nos meus braços era sempre Lolita.” 

Finalmente eu li Lolita (comprei faz muito teeempo, e só li em fevereiro desse ano) <3 E agora vou dar a minha sincera opinião a vocês, espero que gostem e que não me matem, hahaha.
E gente, me perdoem de verdade pelo tamanho do post, acho que a resenha acabou ficando um pouco maior do que deveria, mas é difícil demais falar pouco sobre Lolita, haha, quem leu entende, quem vai ler, vai entender. 

ALERTA SOBRE SPOILERS: Nessa resenha não terá spoiler nenhum, mas POR FAVOR, NÃO LEIAM A SINOPSE DO SKOOB, ela é cheia de spoilers e entrega o livro todo, tem todos os spoilers possíveis :/



Informações



Título: Lolita
Título Original: Lolita 
Saga/Livro Único: Livro único. 
Data de Publicação: 1955
Autor(a): Vladimir Nabokov
Editora: Biblioteca Folha 
Páginas: 320
Avaliação por Estrelas: ✰✰✰✰✰ (5 estrelas)



"Os anjos sabiam disso, e tomaram as providências cabíveis." - Capítulo 3 (Parte II), página 169.

Sinopse

Famosa e difamada, Lolita é uma novela escrita por Nabokov em 1955. Humbert, obcecado sexualmente pela menina pubescente, move-se pelos Estados Unidos de um quarto alugado a outro, de um motel a outro, na companhia de Lolita. A pedofilia é o tema subjacente. A paixão ensandecida do adulto pela menina, a trama. 

Resenha

"Muito antes de que nos encontrássemos, havíamos sonhado os mesmos sonhos." — Capítulo 4, página 16.

Lolita. Lo-Li-Ta. Lo. Li. Ta. 
Lolita tem personagens muito bem construídos, uma narrativa incrível e um assunto incrivelmente polêmico. Lolita é um livro narrado em primeira pessoa, pelo personagem principal Humbert Humbert, a quem eu irei me referir como H.H. nessa resenha. Personagem esse que "escreve" o livro da prisão. Desde o começo do livro sabemos que H.H. está preso por algum motivo e que está escrevendo sua história da prisão pouco antes de morrer, mas não sabemos o que aconteceu para que ele tenha sido preso. 
H.H. conta sobre sua família, sua primeira ninfeta, seus casos amorosos e sobre sua enorme paixão, obsessão de sua vida, Lolita. 

Esse livro, para mim, tem dois lados: um é o lado bom, o lado dos personagens bem construídos, da narrativa maravilhosa e do jeito incrível como Nabokov escreve (às vezes, eu me confundia um pouco, até cheguei a achar que a história foi real, de tão bem escrita, parece que Nabokov viveu tudo aquilo e quis escrever, trocando seu nome pelo nome escolhido para o protagonista, adorei isso), não se pode odiar um livro assim, porque por mais que ele fosse um pouco cansativo (isso nem é o problema com Lolita em si, todos os livros clássicos que eu já li foram um pouco cansativos, porque eu, como a boa lerda que sou, levo mais tempo lendo clássicos do que os outros livros, publicados esse ano, por exemplo. A linguagem mais "formal/não utilizada com tanta frequência" me pega de jeito e me impede de "não achar o livro, pelo menos um pouco, cansativo", entenderam? haha) onde eu estava? Ah sim. Porque mais que eu ache todos os clássicos um pouco cansativos por sua linguagem mais antiga e atualmente pouco usada, eu me acostumei com o ambiente de Lolita, com as casas onde H.H. morou, com os hotéis, as viagens, eu me acostumei com tudo aquilo de viajar e me senti viajando com eles, isso foi bem gostoso, sei lá, acho que "gostoso" não é a palavra certa, mas eu gostei de "viajar" com eles, foi algo bom. 

O lado ruim de Lolita, além do polêmico tema do livro, pedofilia, é não saber exatamente como Lolita se sente em relação as coisas que acontecem com ela. Em alguns momentos eu gostaria muito que o livro fosse narrado pela garota, para saber o que ela sente por H.H., o que ela sente em relação ao "relacionamento" dos dois, porque em alguns momentos eu senti que ela ficava entediada com ele, mas em alguns momentos parecia que ela sabia bem aonde estava e o que estava fazendo. Às vezes, parecia que ela gostava do relacionamento e, às vezes, parecia que não, que ela se sentia entediada e queria fugir daquilo, como se ele estivesse acabando com a vida dela. E achei que faltou mais de Lolita no final, H.H. sabe o que aconteceu com Lolita no final (não vou falar muito para não dar spoiler), mas ele não sabia dos detalhes, então nós (leitores) também não sabemos, já que é ele quem narra o livro. E eu queria mais detalhes do "final" da garota, se ela gostava da vida atual dela, se ela estava gostando do que estava acontecendo com ela. Porque no final das contas não senti que conheci Lolita realmente, sinto que conhece a ninfeta por quem H.H. estava apaixonado e por quem ele tinha uma paixão tão forte e tão grande que chegava a ser doentia e possessiva, então tudo o que eu sabia de Lolita lendo o livro era o que H.H. pensava dela, não sinto que conheci a "verdadeira" Lolita e isso me magoou um pouco, porque eu acho que gosto muito dessa menina e gostaria muito de conhecer mais a fundo a personagem. 

Falando de pedofilia

Eu acabei de perguntar ao meu pai, existam (antigamente, ele disse, mas não soube dizer exatamente em que época ou ano) garotas de 13 até 16 anos que se casavam e ninguém achava isso um completo absurdo, e eu lhe perguntei se isso era normal, ele apenas fez uma careta, algo do tipo "não acho normal, mas é coisa daquela época, as pessoas aceitavam". 
Acho que, antigamente (não sei exatamente quando, mas em algum momento da história) as pessoas consideravam isso "normal", sei que é doentio para nós, seres humanos do século XXI no ano de 2015, aceitar algo do tipo, mas era cultura, era algo normal e natural. 

Geeeente, H.H. era pedófilo sim. Ele sabia disso e em alguns momentos do livro eu percebi que ele não se sentia totalmente a vontade, ele vivia sempre se explicando e explicando sua paixão. Ele só gostava da Lolita porque ela tinha 12 anos e tinha o corpo a personalidade de uma menina de 12 anos. Isso faz dele um monstro? Faz. 
Nunca vou defender o livro porque aceito isso de pedofilia, porque eu não aceito!

Mas vocês têm que se lembrar de que isso é só um livro. Falo isso porque tem gente que leva a sério demais, Jogos Vorazes, A Seleção, Admirável Mundo Novo, Inferno, Harry Potter, O Símbolo Perdido e até mesmo Lolita, todos têm o que em comum? São ficção. São apenas livros. Acho que se pode tirar "isso" ou "aquilo" de um livro e usar na "vida real", todos os livros querem mostrar algo e foram escritos para "ensinar/ abri os olhos das pessoas para algo/ fazer pensar/ fazer refletir sobre algo mais sério", mas não podemos esquecer que, acima de tudo, são apenas livros e não devemos levar nada do que está escrito como verdade absoluta.

Temos que levar a sério, mas também não precisa exagerar. Não precisa querer prender o livro pelo crime de pedofilia. O livro não é pedófilo. H.H. é. E ele é só um personagem. Como vários homens na vida real? Sim. Então nosso foco deve ir para esses caras na vida real, não para H.H.. Não podemos querer prender H.H. por pedofilia mas isso não significa que vamos deixar os pedófilos andar livremente pelas cidades. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.  

Eu detestei A Pele que Habito porque senti que aquele filme feria meus princípios, como eu expliquei em um post resenha do filme, tenho certeza que alguém vai perguntar: "Mas Carla, como A Pele que Habito pode 'ferir' seus princípios e Lolita não?" 

Primeiramente, quando eu li Lolita, quando eu comprei Lolita, desde o primeiro minuto depois que eu conheci esse livro e soube que ele existia, desde o comecinho mesmo, eu sabia que ele tratava de assuntos como pedofilia. Eu sabia aonde eu estava me metendo (!!!), mas com A Pele que Habito não, eu estava cheia de expectativas, esperando o melhor filme do mundo com Antonio Banderas no elenco e me surpreendi demais com a realidade maluca do filme.

Pedofilia fere sim os princípios que eu tenho, mas eu já sabia que o livro falava de pedofilia quando eu comecei a ler, foi escolha minha ler um livro sobre o assunto, em A Pele que Habito, eu não fazia ideia sobre o assunto do filme e todas as suas reviravoltas, eu fui pega de surpresa pelo seu conteúdo e me senti bastante ferida por ele e decepcionada, por isso todo o meu ódio, eu esperava um filme como Era Uma Vez No México ou A Lenda do Zorro, por isso minha decepção foi maior ainda. 

Mas voltando para Lolita 

Eu assisti vários vídeos com resenhas de Lolita enquanto escrevia essa resenha, muitos com opinião negativa e outros com opiniões positivas. Acho que esse é o tipo de livro que só consegue causar dois sentimentos nas pessoas: ou você odeia demais, ou ama demais; e eu, como a pessoa que sou, devo ser a única pessoa que fica no grupo do "ama demais", mas que não ama tanto assim. Eu gostei muito de Lolita, mas não é meu livro favorito, por todas as coisinhas que citei e pelo tema tratado eu já sabia que não ia amar completamente. 

Acho que a pedofilia do livro poderia até ser "esquecida" ou pelo menos, deixada um pouco de lado, mas H.H. vive nos lembrando sua idade (mais ou menos 40) e a idade de sua amada Lolita (12 anos), então é um pouco difícil se focar no "romance" ou no amor que ele sente por ela, sabendo que ela é uma menina. Acho que seria mais fácil se ele não lembrasse as idades o tempo todo e assim as pessoas que não gostaram do livro (por ele tratar de pedofilia) não odiariam tanto o livro assim. Porque, para ser bem sincera, é nojento o modo como ele ama/trata sexualmente a garota e ficar lembrando que ela tem 12 anos não ajuda muito, é completamente estranho, mas eu não me foquei nisso no livro, acho que foi por isso que gostei tanto e dei cinco estrelas. Foquei na escrita do autor, na construção dos personagens e cenários e não dá para negar que todos esses são pontos meeega positivos.
O foco do livro está sempre na diferença de idade deles, sempre, sempre e sempre. Você não consegue parar de pensar nisso por uma página e isso torna tudo tão chocante e nojento. Eu me sinto mal por gostar de Lolita, porque é um livro sobre pedofilia. Ele deixa isso claro em todos os momentos possíveis. E tento me explicar toda hora dizendo que gostei da forma como ele foi escrito e não da história em si, para que minha consciência não pese tanto.
O que quero dizer é que: PARA MIM teria sido muito mais fácil não ter que ler sobre a idade deles toda hora. Ainda seria pedofilia? Sim. Ainda seria chocante e nojento? Sim. Mas ficar sendo lembrado disso a todo instante torna tudo pior ainda. Muito, muito, muito pior. E sim: é nojento. Eu tenho nojo de pessoas como H.H., nem preciso dizer por que, certo?!

Não adicionei os livros nos meus favoritos (mas tenho que admitir que eles está entre meus queridinhos do coração, uma categoria abaixo dos favoritos) porque queria mais de Lolita, como disse, queria mais sobre a vida dela, sobre seus sentimentos e acho que só me faltou isso para amar completamente o livro, porque como disse, mesmo Lolita sendo um pouco chata, eu gosto dela e queria saber mais sobre ela. Não deixei que a pedofilia falasse mais alto, e se eu tivesse conhecido Lolita como gostaria, pedofilia nenhuma me faria deixar de colocar o livro nos favoritos, porque afinal de contas, como eu disse: é só um livro, que trata sobre pedofilia, mas mesmo assim, é só um livro. 

Enfim, amei o livro com aquele pequeno porém de querer mais de Lolita.

"Sabia que me apaixonara por Lolita para sempre; mas sabia também que ela não seria Lolita para sempre." - Capítulo 15, página 67.




Trechos do Livro

"E o mais notável é que ela, esta Lolita, minha Lolita, veio individualizar a antiga lascívia do autor deste diário, de tal modo que, acima e antes de tudo, só existe... Lolita." — Capítulo 11, página 46.

"...'pré-históricas demais para se descrever com palavras' (Lô se fazendo de superior)" — Capítulo 2 (Parte II), página 159.


"Santo, por certo! Enquanto ali Dolores
Tão trigueira, cheirando a alfazema,
Vê Sanchina, que conta os mil amores
Colhidos nas revistas de cinema..." — Capítulo 22 (Parte II), página 248.

"Eram cinzentos, eram poços de neblina,
Os olhos que de amor você jamais fechou
Toda vez que eu beijava a boca de menina.
Seria tão amargo o vinho, minha Lô?" — Capítulo 25 (Parte II), página 259.


Boa leitura, espero que gostem do livro. Porque ele é realmente muito incrível, embora deveria ter bem mais sobre Lolita, acho que ele deveria ser narrado pela garota, no mínimo, hahaha. Recomendo super, esse é um dos livros que todos - TODO MUNDO - deveriam ler, afinal, é um daqueles clássicos maravilhosos que todos tem que ter na "bagagem literária".
E fato: leia esse livro com a mente bem aberta, porque é diferente, mas é só um livro. Ler um livro sobre pedofilia não te torna um pedófilo. Ler livros de serial killer, não te torna um assassino ou alguém que apoia assassinatos. Todos somos capazes de separar as coisas. Tenho nojo de pedófilos, sou completamente contra a pedofilia, mas gostei da maneira como Lolita foi escrito, gostei da forma como o autor escreveu cada pagina e como ele construiu o seu livro. Simples assim, ponto. Dar cinco estrelas para Lolita não me faz "apoiar" a pedofilia nem nada do tipo, me faz leitora, critica, que sabe ver a estrutura de um livro quando o lê e reconhecer um bom escritor com isso.

"... e fiquei olhando para ela, sabendo, tão lucidamente como sei que vou morrer um dia, que eu a amava mais do que tudo o que jamais vi ou imaginei neste mundo, ou que possa esperar em qualquer outro." Capítulo 29 (Parte II), página 281.

(Créditos das imagens: todas as imagens foram tiradas do Google e do Tumblr)
Até logo! 

You May Also Like

20 comentários

  1. Sempre quis ler esse livro, mas, já sabendo do tema, fico com um pouco de medo. É um tema que me deixa bem desconfortável, mas acho que eventualmente a gente tem que quebrar esses bloqueios e ver pra poder falar mesmo, então espero ler Lolita em algum momento próximo! Beijos, Jú
    docurailusoria.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu, particularmente, achei o tema bem irrelevante, não me foquei tanto na parte de pedofilia do livro, então acabei gostando da leitura.

      Excluir
  2. Tenho uma amiga que não gosta de ler, e ja leu lolita e disse que amou, eu ignorei a opinião dela totalmente, mas após essa, chamei ela e disse que ia ler hahahah

    simplesmenteassimj.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Eu li uma outra resenha desse livro e fiquei super apaixonada, agora lendo a sua, fiquei mais fascinada ainda, esse texto enorme, me deu uma vontade enoooooooooorme de ler, apesar do livro ser sobre pedofilia. Só 12 anos? Nessa imagem ela parece ter 16 :v
    Eu ainda vou ler
    sessão proibida †

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada :3
      Não assisti o filme ainda, mas acho que não é tão fiel ao livro :/

      Excluir
  4. eu sou louca pra ler esse livro e ver o filme de Kubrick.
    sabe, acho que o autor menciona tanto a idade dos personagens justamente
    pra gente nunca esquecer que aquilo ali é pedofilia. que não é AMOR, é DOENÇA.
    As vezes a gente precisa ter um olho mais crítico mesmo para certas leituras
    se não vamos nos sentir afetados por tudo, e no mundo da ficção não é bem assim.

    bjss
    http://gipsyyy.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É, mas é só um livro, eu não consegui levar a pedofilia (nesse livro) tão a sério assim.

      Excluir
  5. Tenho muita curiosidade de ler a obra, pois já ouvi falar muito bem, mas agora entendo mais sobre o que se trata. Pela forma que você disse, percebo que realmente deve faltar a parte de saber os pensamentos e sentimentos da outra ponta do casal. Ótima resenha.

    http://blogquerida.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu senti muita falta disso, tipo, a Lolita não fica totalmente de fora, mas acho que ela merecia maior destaque, afinal, o livro tem o nome dela, hahaha.

      Excluir
  6. Oh, I Like your blog and your style of writing! Also I’d like to say that you have beautiful photos! Great job! I know that it requires so much time to update blog, but keep doing it!)
    I’ll be happy to see you in my blog!)

    Diana Cloudlet
    http://www.dianacloudlet.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ohh, God, thank you.
      I am very glad you feel that way and that people from other countries visit my blog. <3
      Thank <3

      Excluir
  7. Olá, Carla ♥ Fico tão feliz que você tenha feito da resenha, eu realmente estou louca pelo livro! Eu também sou assim com clássicos, Carla. Mas conforme você vai lendo você acaba esquecendo a linguagem tão formal, eu gosto dos clássicos por que eles te fazem ir para uma época diferente com tanta facilidade, é como se você realmente estivesse no século tratado, eu adoro muito isso. Eu quando tinha ouvido do livro pela primeira vez, a muito tempo atrás, esperava que fosse narrado pela Lolita e fiquei um pouco triite quando descobri que não veria o ponto de vista dela, porémmm, é muito legal ter a visão do pedófilo. Eu preciso muito ler este livro, li cada palavra da sua resenha com a maior atenção e estou com ainda mais vontade de ler o livro. Vou procurar ele na internet e implorar para o meu pai comprar, e quando eu ler eu quero fazer uma resenha pro meu blog também, ai podemos debater sobre as ideias dele! Eu também queria assistir ao filme, mas preciso ler antes. AMEEEEEEI A RESENHA, CARLITA!

    Beijão // Not Found

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada <3 Acho que todo mundo é assim com clássicos, hahaha, comigo demora muito, mas lá para o final do livro me acostumo, hahaha.
      Nunca pensei que fosse narrado pela Lolita, acho que nunca nem pensei no assunto hahaha. É muito bom ter a visão dele porque ele não é tudo isso, é sim um monstro, mas ele não gosta disso e acaba entrando em conflito consigo mesmo por amar a Lolita e isso é lega, eu pelo menos pude perceber que ele é doente e que ele sabe disso e isso torna as coisas legais, ele tenta não ser como é, tipo isso. haha.
      Em sebos é bem barato, eu paguei R$11,00 no meu.
      Adorei a ideia de debater ideias, <3 quando ler me avisa, a gente pode sei lá, fazer um post sobre o debate, vai ser bem legal.
      Muito obrigada <3

      Excluir
  8. Oii Carla, tudo bem com você?
    Eu ainda não conhecia o livro, mas pela sua resenha tão bem explicada, com certeza darei uma chance à ele. Parece ter um assunto bastante interessante, apesar da polêmica da pedofilia, mas eu tenho a mente muito aberta e acredito que isso não será problema. Quando comecei a ler a resenha, eu achava que Lolita era mais velha, suhauh, mas mesmo assim parece ser um livro interessante.

    Beijos da Jéss ♥
    Brilliant Diamond | Fan Page

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada <3, acho que você é a primeira pessoa que diz que é mente aberta aqui, hahaha fico muito feliz, espero que leia e goste do livro, porque apesar do tema, ele não é um livro tão pesado.

      Excluir
  9. Oi, Carla!
    Eu quero ler "Lolita". Ao menos tentar ler novamente. Tipo, já tentei, mas a leitura não fluiu. E eu adoro clássicos e o tema da história super me deixou curioso por sou estudante de Psicologia. Talvez eu não estivesse no clima para a história porque interrompi a leitura após a página 100 e não estava me envolvendo, conectando-me, sabe?
    Espero poder ler novamente em breve. Ao menos concluir a leitura e ter uma opinião.
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também senti isso em determinados momentos, tipo, não fluía de jeito nenhum, demorei quase um mês (três semanas e um pouco mais) para ler (demorei quase uma semana inteira para chegar a página 30).
      Tente de novo e tente até forçar um pouco (porque sério, eu pensei em parar de ler várias vezes, mas insisti muito nele) e eu só gostei do livro beeeem depois da página 100, então vale o esforço para passar dessa página.
      Espero que se ler de novo acabe gostando, ou pelo menos não odiando, hahaha.

      Excluir
  10. Eu fui rindo enquanto lia sua resenha, também tenho sentimentos bem conflitantes com relação a Lolita. Terminei esse clássico sem saber se tinha gostado ou se tinha detestado.

    Por um lado você quer detestar por não saber se a Lolita safada era coisa da cabeça do H. H. ou se ela era realmente safada. Por outro lado você quase sente compaixão com o H. por saber que ele sabe que o que sente não seria exatamente correto, dentro do que chamamos de correto na nossa sociedade atual.

    Também fiquei com essa vontade de saber mais sobre o que a própria Lolita achava de toda a história com o H.. Mas acho que a graça do livro está justamente aí, não sabemos, não vamos saber e cabe a cada um julgar a se a menina não prestava ou se ela foi influenciada a se relacionar com o H. H.

    Um Metro e Meio de Livros

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Realmente, hahaha, Lolita causa isso nas pessoas (pelo menos em mim, hahah).
      Concordo com você, acho que realmente não saber se Lolita era ou não safada é o que torna o livro tão bom, porque, cabe a nós decidir isso, ou enlouquecer tentando, hahahaha.

      Excluir